Notícias da Rede

Varejo tem forte alta em julho e alguns setores já atingem nível pré-pandemia

voltar
As vendas do varejo tiveram crescimento expressivo em julho, de 5,2% na comparação com o mês junho. Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, este foi o maior resultado para o mês na série histórica, iniciada em 2000, e a terceira alta seguida no ano. Algumas categorias se destacaram. Entre elas, as de móveis e eletrodomésticos e de hiper e supermercados.
 
Houve aumento mesmo na comparação com fevereiro, o último mês antes do início das medidas de isolamento social tomadas por causa da pandemia da Covid-19. Na comparação com aquele mês, as vendas em julho cresceram 5,3%. “Até junho, houve uma espécie de compensação do que ocorreu na pandemia. Em julho, a recuperação já tem um excedente de crescimento”, avalia o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
 
Nesse sentido, alguns setores se destacam, como móveis e eletrodomésticos (16,9% acima do nível de fevereiro), hiper e supermercados (8,9%) e artigos farmacêuticos (7,3%). Santos explica, no enquanto, que o ganho real em relação a fevereiro não atingiu todas as categorias e algumas até registram baixas. Foi o caso de tecidos, vestuário e calçados (-32,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-27,2%) e veículos (-19,7%).
 
Recorde de um mês para o outro
 
O resultado de 5,2% na passagem de junho para julho também posiciona o comércio varejista no nível recorde que tinha sido atingido, anteriormente, em outubro de 2014.
 
“O ponto mais baixo em relação ao patamar recorde foi de -22,8% em abril de 2020. Em maio, a distância diminuiu para -12,5%, de volta ao patamar da crise de 2016.  Em junho, o varejo ficou a -5%. Agora em julho, estamos a -0,1%, praticamente no nível recorde da série”, diz Santos.
 
Ele destaca que no indicador mês contra mês anterior, a variação vem caindo porque a base tem sido muito baixa. Em abril, houve queda recorde de 11,7%; em maio houve a maior alta de todos os tempos (13,3%), junho com 8,5% e agora julho, 5,2%.
 
“Como o indicador despencou de fevereiro até abril, a base ficou muito baixa e essa recuperação vem trazendo todos os indicadores para os níveis pré-pandemia”, analisa.
 
FONTE: Mercado & Consumo